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Transformação: Do simples ao sofisticado

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Por Clarice Gulyas

Apostar na criatividade e reciclar peças e móveis usados pode ser uma boa pedida para deixar a casa de cara nova e a autoestima elevada. A reciclagem está em alta e, além de economizar no bolso, a atividade contribui para alimentar o espírito e preservar o meio ambiente.

Tanto os móveis velhos ou danificados quanto os objetos mais simples como bandejas, latas ou garrafas de vidro podem se tornar peças de destaque na decoração da casa. A partir deles, são produzidos, por exemplo, porta-lápis, quadros, acentos ou até mesmo um vaso solitário feito com uma garrafa de refrigerante. “É a arte incentivando todas as idades e desenvolvendo novas habilidades que trazem motivação e bem-estar”, diz a artista plástica Julieta Rochet, do ateliê que leva seu nome.

Segundo Julieta, é possível trabalhar móveis e peças em qualquer estado de conservação. Até mesmo colagem de tecidos, papéis e guardanapos podem ser combinados em peças de madeira, metal e vidro, formando e transformando estilos, unindo o rústico ao sofisticado, do antigo ao moderno. Além das colagens, pode-se aliar à técnica, pinturas rumpestres e primitivas, barrocas ou impressionista e grafismo.

Mas, além de recuperar peças usadas e garantir ares novos a casa, a pintura traz benefícios para a vida pessoal do artista amador. Segundo Julieta, o processo de criação desenvolve habilidades artísticas, melhora a autoestima e proporciona prestígio. “Atualizar os próprios móveis evita o desperdício e traz gratificações pessoais. É muito bom dar um presente feito por você mesma e receber elogios por isso. Esse tipo de trabalho não é só reaproveitar o usado, mas serve também como terapia ocupacional, respeitando a individualidade e estilo de cada um”, diz.

Outra vantagem apontada pela artista é a economia que se faz ao deixar de comprar novos móveis e a possibilidade de gerar renda extra a partir da personalização de peças. “O gasto que se tem é basicamente com tinta e lixa. Ao agregar valores a um objeto simples como um banquinho comprado na feira, ele poderá ser transformado em uma peça de estilo e irá valer muito mais, o que pode trazer lucro”, explica Julieta.

A artista plástica e também decoradora conta que o talento para a arte foi descoberto por acaso, quando procurava uma distração diferente há 15 anos. Após freqüentar cursos de pintura, ela fez do passatempo uma profissão, chegando a abrir duas lojas na Asa Norte.

A aposentada Vera Falleiros, 59 anos, investe nas aulas de pintura para garantir bem-estar e dar um toque extra ao lar. Primeira aluna da artista plástica, ela tem na ponta da língua o incentivo para quem quer começar. “Fazer aulas de pintura evita ociosidade e depressão. Uma vida monótona não é legal. Eu faço muita coisa para mim e para minhas amigas”, conta animada.

Atualmente, Julieta se dedica ao ensino de técnicas de pinturas em telas, objetos e tecidos, além de mosaicos e de texturas para móveis. O ateliê também fica em local diferenciado, em uma casa no Lago Norte. O novo local de ensino, segundo ela, aproxima ainda mais os alunos em um ambiente aconchegante, respeitando o ritmo de aprendizado de cada um. “A ideia é que não seja só uma aula, mas um incentivo de vida e motivação. Durante as aulas fazemos intervalos com lanches e uma vez por semana debatemos temas referentes à vaidade, moda, estilo e saúde”, diz.

Serviço:
Ateliê de Pintura Julieta Rochet
(61) 9962-7966 / 3577-1781

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