Fotos: Gabriel Tenório
Entre música ao vivo, experiências sensoriais e histórias reais, a casa reúne público marcante e consolida uma nova proposta de entretenimento na capital.
Em meio a uma atmosfera cuidadosamente construída, o Softown se firma como um dos espaços mais interessantes da cena noturna de Brasília. Com estética que mistura pub, clube e casa de experiências, o local vai além da proposta convencional e entrega algo raro: um ambiente onde música, gastronomia e público se encontram com identidade.
Na noite dedicada ao estilo roadhouse, o espaço reuniu um público diverso, e marcante. Entre mesas ocupadas por grupos animados, casais e amigos, o que se via era um padrão que já começa a se consolidar na casa: gente bonita, interessante e aberta à experiência. Um ambiente que favorece conexões, conversas e presença real.
Para muitos, a noite foi também de descoberta. “É a minha primeira vez e a impressão que dá é que realmente é um clube, pub mesmo de rock. Muito aconchegante”, contou Naline Olivieri. “A música está muito boa. Superou minhas expectativas.”
A advogada Patrícia Ávila reforça essa percepção ao destacar o ineditismo da proposta: “Eu nunca tinha vindo em um lugar em Brasília com esse tipo de música. A estrutura é fantástica e os músicos fazem total diferença. É uma experiência que vale a pena repetir.”
Quem já conhece a casa confirma: o Softown vai além do entretenimento. “É um lugar único, muito criativo. E as pessoas que frequentam aqui são muito interessantes. É bom pra network, bom pra ver gente bonita”, afirmou a empresária do Calango Beach Tênis, Dani Brito.

A trilha sonora da noite
No palco, a banda Ray Titto e os Calabares conduziu a experiência com autoridade e presença. Mais do que um show, o que se viu foi uma construção sonora que transita entre o country, o roadhouse e influências do rock clássico, criando uma atmosfera envolvente do início ao fim.
À frente do projeto, Ray Titto conduz não apenas a performance, mas também o conceito artístico. “Eu desenho primeiro. A partir da ilustração eu busco a melodia e depois a letra”, revela o músico sobre seu processo criativo. Essa abordagem se reflete no palco: tudo parece pensado, mas ao mesmo tempo vivo, pulsando.
Ao seu lado, o músico Pedal Paul, referência no pedal steel, reforça a identidade do grupo com décadas de dedicação ao gênero. “O country está na minha vida desde os anos 90. O tempo responde”, afirma. Para ele, o diferencial da banda está na essência: “A primeira coisa é a paixão. O country tem história, tem vários caminhos, e a gente reconhece isso.”


Muito além da música: experiência completa
A noite também foi marcada por uma curadoria gastronômica alinhada ao conceito do evento. No comando da parrilla, o chef Felipe trouxe uma proposta que dialoga com o universo do Velho Oeste, com preparos que vão do hambúrguer clássico ao sanduiche de cupim defumado por mais de 12 horas, juntamente com o chorizo Angus, que foi para a parrilha e posteriormente para o varal defumar com lenha de café. E para a próxima semana, está confirmado o Blues Burger!


No bar, o atendimento ganhou protagonismo com a condução de Marquinhos, que transforma serviço em experiência. “Eu gosto de saber o nome da pessoa, entender o gosto dela. A partir daí, o atendimento muda completamente”, explica. Entre os destaques, o Moscow Mule autoral e a proposta de drinks com pegada mais rústica reforçaram a identidade da noite.


Quando a música encontra histórias reais
Mas foi entre o público que a noite revelou um de seus momentos mais marcantes, e emocionantes.
O casal Raíssa Monerat e Giovani Miranda não estavam ali apenas como espectadores. Para eles, aquela banda representa parte da própria história. “A primeira vez que vimos eles tocar, eu olhei pra Raíssa e falei: essa banda vai tocar no nosso casamento”, relembra Giovani. E tocou.
O que começou como um encontro casual se transformou em um dos elementos centrais de um dos momentos mais importantes da vida do casal. “A gente tem uma essência muito country. Quando conhecemos a banda, vimos que era exatamente o que queríamos transmitir no nosso casamento”, conta Raíssa.
A conexão foi tão profunda que a banda participou de momentos-chave da cerimônia, incluindo entradas e trilha sonora personalizada, com músicas especialmente ensaiadas para a ocasião. “Eles tocaram até músicas que não faziam parte do repertório. Foi tudo muito mais do que a gente sonhou.” Mais do que um show, a música se tornou símbolo. “Ter eles no nosso casamento foi uma forma de mostrar quem a gente é.”
E ao reencontrar a banda no Softown, o sentimento se renova: “A gente revive tudo. É muito especial.”

Uma noite que reafirma o propósito
A noite de roadhouse no Softown não foi apenas mais um evento. Foi a consolidação de uma proposta que une estética, curadoria e experiência real.
Entre música ao vivo de qualidade, gastronomia bem executada e um público que valoriza o momento, o espaço mostra que há, sim, uma demanda por experiências mais autênticas na cidade.
E quando tudo se alinha, som, ambiente e histórias, o resultado não é apenas uma noite bem-sucedida. É memória.



