23.5 C
Brasília
- PUBLICIDADE -
InícioBrasilCulturaMinistra Margareth Menezes defende cultura como estratégia de desenvolvimento em painel no...

Ministra Margareth Menezes defende cultura como estratégia de desenvolvimento em painel no Rio2C

Publicado em

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, defendeu a cultura como eixo estratégico para o desenvolvimento econômico, social e humano do Brasil durante participação no painel “Cultura como Valor Público: Reimaginando o Desenvolvimento no Século XXI”, realizado nesta quinta-feira (28), no palco GlobalStage, do Rio2C 2026.

Ao lado da fundadora do Inventivos, Monique Evelle, da conselheira da Petrobras, Vale e Hypera, Rachel Maia, e da secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros, a ministra discutiu os desafios de consolidar políticas públicas culturais capazes de integrar inovação, desenvolvimento sustentável, inclusão produtiva e fortalecimento da economia criativa.

Mediado pelo diretor-geral de Cultura da Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI), Raphael Callou, o encontro reuniu representantes do setor público, iniciativa privada e economia criativa para refletir sobre o papel da cultura como valor público e direito fundamental no século XXI.

Para Margareth Menezes, a cultura deve ser compreendida não apenas por sua dimensão simbólica, mas também como vetor de emancipação social, geração de renda e fortalecimento da economia brasileira. “A cultura é um vetor de desenvolvimento humano, de emancipação social e de geração de emprego e renda. O talento só consegue realmente produzir transformação quando existe um ambiente e ferramentas adequadas para que ele se reverta em desenvolvimento humano. Esse é o lugar das políticas públicas”.

Durante a conversa, a ministra destacou o papel estratégico da economia criativa dentro das políticas culturais e reforçou que o setor precisa ser reconhecido como parte estruturante da economia nacional. “O setor cultural e artístico brasileiro precisa ser tratado como a indústria que é, sem deixar de cuidar da cultura popular e das expressões culturais nos territórios. É preciso ter capilaridade para que essas políticas cheguem onde as pessoas estão”.

Margareth também apresentou dados sobre o impacto econômico da cultura no Brasil e os resultados da pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) sobre os efeitos da Lei Rouanet na economia. Segundo o estudo, R$ 3 bilhões investidos via patrocínio cultural movimentaram R$ 25,7 bilhões na economia brasileira em 2024, contribuindo para a geração e manutenção de 228 mil postos de trabalho e arrecadação de R$ 3,8 bilhões em tributos. “Não há mais dúvida sobre o valor e o retorno positivo do investimento em cultura. Toda vez que se mede o impacto, os dados mostram a potência econômica do setor cultural”, reiterou.

Cultura, pertencimento e novas tecnologias

Ao abordar os desafios da cultura em meio às transformações digitais, a empreendedora e investidora Monique Evelle defendeu que o debate sobre inteligência artificial precisa considerar pertencimento, memória e representatividade cultural. Segundo ela, novas tecnologias também podem ser ferramentas para recriar imaginários historicamente invisibilizados. “A cultura brasileira é tão potente quanto qualquer outra no mundo. Talvez o que falte seja vestir essa camisa como se fosse final de Copa do Mundo”, afirmou.

Monique também defendeu a articulação entre Estado, universidades, setor privado e sociedade civil para a construção de políticas culturais capazes de responder às transformações contemporâneas. “É impossível reimaginar futuros e desenvolvimento econômico no século 21 sem sentar à mesa Estado, empresariado, universidades, ruas e redes”, disse.

Cultura como investimento

Representando o Governo do Estado do Rio de Janeiro, a secretária Danielle Barros destacou o impacto da economia criativa no estado, onde o setor representa 4,62% do PIB fluminense, índice superior à média nacional. Ela ressaltou ainda que investimentos em cultura devem ser compreendidos como estratégia econômica, social e territorial. “A cultura já alcançou seu lugar simbólico. Agora é importante mostrar para quem ainda não acredita que ela também movimenta a economia, gera emprego, oportunidade e transforma vidas”.

Já a conselheira empresarial Rachel Maia reforçou a necessidade de incorporar a cultura de forma transversal nas estratégias das empresas e dos investimentos privados. “Cultura vai além da expressão social. Ela também é responsabilidade social e precisa fazer parte das decisões estratégicas das empresas”. Ao final do encontro, um consenso atravessou as diferentes falas: investir em cultura é fortalecer pertencimento, desenvolvimento econômico, inclusão social e inovação.

 



Fonte: Ministério da Cultura

Comentários

- PUBLICIDADE -

Últimas notícias

- PUBLICIDADE -

Você pode gostar