O Ministério da Cultura (MinC) realizou nesta segunda-feira (6), em Colombo, no Paraná, a Oficina de Convergência e Soluções Baseadas na Natureza (SBNs) Culturais. Promovida no CEU das Artes Daniel de Jesus, a atividade foi voltada à articulação entre cultura, sustentabilidade e adaptação climática no território. O encontro contou com a presença da subsecretária de Espaços e Equipamentos Culturais (SEEC), Cecília Sá, da secretária municipal de Cultura e Igualdade Racial, Marinei Vidolin, e foi organizada pelo geógrafo e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Francisco Mendonça.
A iniciativa integra um projeto piloto voltado à construção de uma metodologia para mitigação e adaptação às mudanças climáticas nos CEUs das Artes, com foco na implementação de soluções baseadas na natureza e na transformação da realidade desses territórios a partir da participação comunitária.
O evento reuniu cerca de 50 pessoas, entre gestores culturais, agentes locais, representantes do poder público e integrantes da comunidade. A atividade faz parte de um processo de fortalecimento da agenda climática nos equipamentos culturais e da construção de respostas locais à emergência climática, com base na valorização dos saberes comunitários e na promoção de territórios mais resilientes.
“Com essa iniciativa, a cultura passa a atuar como instrumento de mobilização social e transformação territorial, traduzindo o debate climático em narrativas acessíveis e estimulando soluções sustentáveis construídas coletivamente”, destacou Cecília Sá.
A proposta parte do entendimento de que a crise climática não é apenas ambiental, mas também social e cultural, afetando diretamente modos de vida, patrimônios e expressões simbólicas das populações.
Eventos extremos como enchentes e secas impactam atividades culturais, interrompem cadeias produtivas criativas e ameaçam tanto o patrimônio material quanto o imaterial, incluindo saberes, memórias e práticas transmitidas entre gerações. Nesse sentido, os espaços culturais assumem papel estratégico para promover diálogo, comunicação de riscos e construção coletiva de respostas adaptativas.
Atividades
Durante a oficina, gestores, agentes culturais e comunidade local participaram de atividades colaborativas voltadas à identificação de desafios socioambientais do território e à construção de propostas baseadas na natureza.
A metodologia incluiu dinâmicas participativas e apresentação de conceitos sobre mudanças climáticas e sustentabilidade, além de experiências que conectam cultura e soluções territoriais.
Entre as atividades promovidas, o artista Rogério Aquino conduziu uma ação de transformação de materiais recicláveis em arte. O objetivo foi demonstrar como a criatividade e a reutilização de recursos podem contribuir para a sustentabilidade e para a mobilização comunitária.
Ao realizar essa atividade, buscou-se articular saberes locais para melhorias de conforto ambiental e prevenção no ambiente do equipamento.
Fonte: Ministério da Cultura

