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Iphan realiza entregas e celebra reconhecimento internacional dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal em MG

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Nos dias 5 e 6 de março, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realizou uma série de entregas em Minas Gerais. A agenda contou com a presença do presidente do Instituto, LeandrGrass, da superintendente do Iphan em Minas Gerais, Maria do Carmo Lara Perpétuo, e do diretor do Departamento de Ações Estratégicas e Intersetoriais do Iphan (DAEI), Daniel Sombra, reunindo autoridades, gestores, representantes da Igreja e comunidades locais em atividades no Serro e em Diamantina. 

As ações incluíram a entrega da restauração da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, no Serro, a certificação dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade e a entrega da restauração do Casarão do antigo Hotel Roberto, em Diamantina, além de visitas técnicas a outras obras do Novo PAC nas duas cidades. 

Entrega da restauração da Matriz do Serro 

Foto: Mariana Alves

No Serro, a programação de quinta-feira, 5 de março, foi marcada pela reabertura da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, um dos mais importantes marcos da arquitetura religiosa colonial mineira. A restauração, executada no âmbito do Novo PAC, contou com investimento de cerca de R$ 6,3 milhões destinados à recuperação estrutural do templo, restauração de elementos artísticos, sistemas elétricos, cobertura e conservação dos bens integrados. A cerimônia reuniu representantes do Iphan, da Prefeitura do Serro, da Arquidiocese de Diamantina, do Ministério Público e da equipe técnica envolvida na obra. 

Durante a solenidade, Maria do Carmo destacou que os investimentos em patrimônio cultural integram uma política pública de alcance amplo e estruturante. Segundo ela, os recursos do Novo PAC destinados às cidades históricas mineiras demonstram o compromisso do Governo Federal com a preservação, a valorização da cultura e a articulação entre União, municípios e comunidades locais. Em sua fala, ela resumiu esse entendimento ao afirmar: “Cultura é vida, cultura é arte, cultura também tem religiosidade”. Também ressaltou que “quem ganha é a cidade, quem ganha é a população”. 

O arcebispo da Arquidiocese de Diamantina, dom Darci José Nicioli, enfatizou a dimensão social e cultural da restauração. Para ele, renovar a igreja significa investir nas pessoas e manter vivo um espaço que ultrapassa a função estritamente litúrgica. “A cultura é fundamental para a nossa vida, como alimento para o nosso corpo. Porque dá sentido ao nosso existir”, afirmou. 

Serro
Foto: Mariana Alves

Ao falar sobre as ações em curso no município, Daniel Sombra observou que o Serro vive um momento importante de retomada dos investimentos em patrimônio cultural. Ele lembrou as visitas técnicas realizadas no mesmo dia a obras como a Igreja de Santa Rita, o Clube Ivituruy e a Praça João Pinheiro. Em tom de reconhecimento à articulação local, afirmou: “A gente vai ser sempre um parceiro”. 

Leandro Grass destacou que a entrega da igreja restaurada devolve à população um espaço de memória, fé e experiência coletiva. Ele ressaltou que a dimensão espiritual e cultural do templo ajuda a compreender o valor do patrimônio para a vida social. Leandro também chamou atenção para o trabalho especializado exigido em uma obra de restauro. “Esse trabalho ajuda a revelar a história dos lugares, das pessoas e das comunidades”, afirmou. 

A restauração da Matriz integra um conjunto mais amplo de investimentos do Novo PAC no Serro. Além da obra concluída, o município conta com intervenções em execução, como a restauração da Igreja de Santa Rita, a requalificação do Clube Ivituruy e a requalificação urbanística da Praça João Pinheiro. 

O programa ainda prevê novas ações, entre elas a implantação do Mercado Municipal, a restauração da Chácara do Barão do Serro, a requalificação dos eixos Quatro Vinténs, Lucas e Matriz, em Matozinhos, a restauração da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e a implantação da Casa do Congadeiro. Somadas, essas iniciativas representam cerca de R$ 59 milhões em investimentos. 

Reconhecimento internacional do Queijo Minas Artesanal 

Ainda no dia 5, o Iphan realizou, no Serro, a cerimônia de entrega dos certificados de reconhecimento dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. 

O bem cultural, reconhecido como patrimônio nacional desde 2008, teve sua candidatura apresentada pelo Iphan à Unesco em março de 2023 e aprovada em dezembro de 2024. A cerimônia celebrou o papel dos produtores, associações e instituições que mantêm viva essa tradição ligada à produção de queijo de leite cru e à agricultura familiar. 

Na ocasião, foram homenageadas instituições e representantes da cadeia produtiva, entre eles a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater–MG), a Associação dos Produtores Artesanais de Queijo do Serro (Apaqs), a Cooperativa dos Produtores Rurais do Serro, o Sindicato dos Produtores Rurais de Serro e produtores locais.  

Entrega do Casarão do antigo Hotel Roberto em Diamantina 

Na sexta-feira, 6 de março, a agenda seguiu para Diamantina, onde o Iphan entregou a restauração do Casarão do antigo Hotel Roberto. Localizado no centro histórico da cidade, reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco, o imóvel teve diferentes usos ao longo do tempo; originalmente residência, abrigou a primeira agência dos Correios de Diamantina no fim do século 19 e, a partir de meados do século 20, funcionou como hotel até a década de 1970. A obra foi realizada no âmbito do Novo PAC, com investimento de cerca de R$ 2,6 milhões.  

Diamantina
Foto: Mariana Alves

Além da entrega do antigo Hotel Roberto, a programação em Diamantina incluiu visitas técnicas às obras da Antiga Intendência e da Casa da Cultura, também contempladas pelo Novo PAC. No caso da Antiga Intendência, a restauração prevê a transformação do espaço em centro de artesanato e memorial histórico de Diamantina, voltado à valorização da cultura, da história e dos saberes locais. Já a Casa da Cultura passa por intervenção para preservação de suas características arquitetônicas e ampliação de sua função como espaço de promoção cultural e de valorização da memória diamantinense.  

Durante a cerimônia em Diamantina, o diretor Daniel Sombra destacou a importância do momento para a cidade, que celebrava seus 313 anos. Segundo ele, a entrega do antigo Hotel Roberto devolve à população um espaço histórico e integra um conjunto mais amplo de investimentos no município. O diretor destacou que a retomada do Novo PAC em 2023 permitiu que projetos planejados voltassem a receber recursos e saíssem do papel. Ele lembrou que o Iphan tem hoje mais de R$ 30 milhões comprometidos em ações de preservação em Diamantina. 

Ao final, reforçou a disposição do Instituto em seguir apoiando as iniciativas: “Podem contar com a gente em Brasília. Somos um braço de apoio para garantir cada vez mais investimentos e ações para o patrimônio cultural de Diamantina”. 



Fonte: Ministério da Cultura

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