O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) anuncia, nesta quarta-feira (1o/04), a conclusão e entrega do Manual de Manutenção e Conservação dos Bens da Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF). O documento é um dos produtos centrais do projeto de restauração da Praça, financiado com recursos do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), e estabelece diretrizes técnicas para orientar a preservação de um dos espaços públicos mais simbólicos do país.
O manual funciona como um guia de governança para o poder público, oferecendo parâmetros técnicos que visam ampliar a vida útil dos materiais e sistemas que compõem o conjunto arquitetônico. O documento está disponível aqui, na Biblioteca Digital do Iphan.
Orientações Técnicas e Recomendações para Conservação e Manutenção
O documento reúne recomendações fundamentais para a conservação preventiva da Praça dos Três Poderes, auxiliando o gestor público na adoção de rotinas que evitem a degradação acelerada do pavimento e das estruturas:
- Gestão de fluxo de veículos: o manual recomenda evitar a circulação de veículos pesados sobre o piso da Praça. Tecnicamente, a restrição visa proteger o mosaico português e as estruturas das lajes inferiores contra sobrecargas e vibrações que podem causar danos mecânicos.
- Serviços de limpeza: a orientação técnica sugere que a varrição seja preferencialmente manual, utilizando vassouras tipo gari. Empregar métodos menos abrasivos preserva o rejunte e a integridade das pedras. No caso de lavagens, o guia recomenda critérios rígidos para evitar jatos de alta pressão que possam comprometer as superfícies.
- Atenção às estruturas subterrâneas: o manual destaca a importância de se evitar o tráfego de equipamentos motorizados sobre as lajes que cobrem o Espaço Lúcio Costa e outras áreas de subsolo, recomendando que a manutenção nesses pontos seja predominantemente manual por razões de segurança estrutural.
- Preservação de monumentos e concreto: são detalhados procedimentos adequados para a higienização de monumentos e superfícies de concreto aparente, desencorajando o uso de produtos químicos agressivos ou métodos que possam causar o desgaste das texturas originais.
Para o Iphan, a adoção dessas boas práticas é essencial para garantir que este monumento seja preservado com eficiência e menores custos de recuperação a longo prazo. “A entrega deste manual representa um avanço na gestão compartilhada do patrimônio cultural. Mais do que um conjunto de normas, o documento é um instrumento de apoio à tomada de decisão, permitindo que a zeladoria da Praça dos Três Poderes seja pautada por critérios técnicos profissionais”, destaca o presidente do Iphan, Leandro Grass.
Fonte: Ministério da Cultura

