O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) celebra, neste dia 20 de janeiro, 17 anos de atuação na formulação e coordenação das políticas públicas para o setor museológico brasileiro. Embora tenha sido criado pela Lei nº 11.906, de 20 de janeiro de 2009, sua trajetória é tributária de uma história muito mais longa. Uma linha que remonta às primeiras institucionalizações do patrimônio cultural no país, ao antigo SPHAN e às estruturas pioneiras que inauguraram, no século XX, a proteção estatal da memória brasileira.
Essa tradição, construída ao longo de décadas por diferentes gerações de servidores, pesquisadores e comunidades, representa um marco essencial para compreender o papel do Ibram hoje: uma autarquia jovem, mas enraizada na mais antiga política pública de salvaguarda do patrimônio cultural no Brasil. É dessa experiência acumulada que o Instituto se nutre para atuar com responsabilidade, planejamento e capacidade institucional.
Atualmente, o Ibram é responsável pela gestão direta de 31 museus federais, distribuídos por diferentes regiões do Brasil, além de exercer papel estratégico de articulação com museus públicos, privados e comunitários em todo o território nacional.
A abrangência da atuação institucional também se reflete nos dados do setor: o Cadastro Nacional de Museus reúne hoje 4.067 museus registrados, enquanto a política de memória social reconhece 535 Pontos de Memória, iniciativas que fortalecem o direito à memória a partir dos territórios, das comunidades e da participação social.
Ao longo de seus 17 anos, o Ibram estruturou instrumentos de fomento, qualificou a produção de dados sobre o setor, fortaleceu redes de cooperação e ampliou o diálogo com diferentes atores do campo museal. O Instituto também atua na formulação de diretrizes técnicas, no apoio à gestão museológica e na promoção de ações voltadas à segurança, à preservação e à valorização dos acervos.
Nos últimos anos, a agenda institucional tem sido marcada pela reconstrução de capacidades do Estado na área da cultura, pela retomada de espaços de participação social e pelo reconhecimento dos museus como serviços públicos essenciais. Essa atuação reafirma o entendimento de que museus não são apenas espaços de guarda do passado, mas ambientes vivos de educação, reflexão crítica e produção de conhecimento.
Como parte das comemorações pelos 17 anos, o Ibram lança um vídeo especial que propõe uma reflexão sobre trajetória, amadurecimento institucional e compromisso com o futuro. A produção dialoga com diferentes gerações e reforça o papel do Instituto na construção de políticas públicas voltadas à memória, à diversidade cultural e ao acesso da sociedade aos museus.
Fonte: Ministério da Cultura

