A Fundação Nacional de Artes (Funarte) realizou, em sua sede no Rio de Janeiro, uma cerimônia em homenagem a seus servidores e servidoras, como parte das celebrações de seus 50 anos. O encontro reconheceu a trajetória de profissionais que, ao longo de cinco décadas, contribuíram para a construção, a continuidade e o fortalecimento da instituição como referência das políticas públicas para as artes no Brasil.
Ocupando a Sala Sidney Miller, espaço que também homenageia o compositor, produtor musical e ex-servidor da Funarte, o evento reuniu diferentes gerações de trabalhadores e trabalhadoras da Fundação, além de autoridades, gestores culturais e convidados ligados à sua história.
Reconhecimento à trajetória e à construção coletiva
Ao longo da cerimônia, falas institucionais e dos(as) homenageados(as) ressaltaram a importância de olhar para a história da Fundação como um processo coletivo, construído por diferentes gerações. A valorização das equipes técnicas, administrativas e artísticas foi destacada como elemento central para a manutenção das atividades e para a defesa da cultura como política pública.
Também foram lembradas trajetórias que contribuíram para a consolidação da Funarte desde sua criação, reforçando sua dimensão histórica e afetiva. Entre os homenageados, estiveram Antonio Grassi, representando os presidentes da Fundação, e Susana Parreira, que evocou a memória do primeiro diretor-executivo da Fundação, Roberto Parreira, e sua dedicação à construção da instituição.
O encontro reuniu servidores ativos, aposentados e colaboradores, em um gesto de reconhecimento àqueles que contribuíram para a permanência e a reinvenção da Funarte ao longo de sua história.
Prêmio Guillermo Heras destaca atuação internacional
A cerimônia também marcou a entrega do Prêmio Guillermo Heras de Gestão Ibero-Americana em Artes Cênicas a Marcelo Bones, artista e gestor cultural com trajetória destacada na articulação de redes e no desenvolvimento das artes cênicas, figura fundamental para a participação brasileira no programa Ibercena, que tem o Brasil representado pela Funarte.
A honraria, concedida pela Secretaria-Geral Ibero-Americana (Segib) e pelo programa Ibercena, reconheceu personalidades de 19 países que integram a iniciativa, no contexto do Ano Ibero-Americano das Artes Cênicas. Marcelo Bones foi quem recebeu a honraria por sua trajetória no território brasileiro.
A diretora do Centro de Teatro da Funarte, Aline Vila Real, destacou o papel de Marcelo Bones como impulsionador de redes fundamentais para as artes brasileiras, que “não apenas ocupou espaços, mas os reinventou”.
Marcelo Bones fundou o Grupo Teatro Andante, atuante desde 1990, a Rede Brasileira de Teatro de Rua e a Rede Eurolatinoamericana de Artes Escénicas (Redelae). Idealizador da Platô – Plataforma de Internacionalização do Teatro e do Observatório dos Festivais, organização para a difusão de informações, reflexões e pesquisas sobre festivais de teatro no Brasil e sua relação com redes internacionais, é um potente articulador e colaborador dos principais festivais de artes do Brasil. Foi ainda diretor de Artes Cênicas da Funarte entre 2009 e 2011, o primeiro representante do Brasil no Programa Ibercena e membro do Grupo de Trabalho do MinC pela formulação da Política Nacional das Artes.
Memória, permanência e futuro das artes
Ao reunir diferentes gerações em um mesmo espaço, esse ato de celebração dos 50 anos da Funarte reafirmou a instituição como um território de encontros, atravessado por memórias, afetos e compromissos compartilhados. Entre depoimentos e homenagens, destacou-se a importância de reconhecer o passado como base para a construção do presente e do futuro, com responsabilidade institucional e com uma perspectiva ativa de transformação.
A celebração evidenciou, sobretudo, que a trajetória da Funarte é inseparável das pessoas que a constroem diariamente e que seguem sustentando, com trabalho contínuo e dedicação, a presença das artes na vida pública brasileira.
Fonte: Ministério da Cultura

