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Fogo controlado ajuda a preservar Cerrado contra incêndios florestais

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ÁREA DA APA GAMA CABEÇA DE VEADO FOI QUEIMADA PARA RETIRAR MATERIAL COMBUSTÍVEL

O período de estiagem no Distrito Federal (DF) é um dos momentos mais críticos na capital. É durante a seca — entre maio e setembro — que os incêndios florestais castigam a fauna e a flora. Para prevenir as queimadas no Cerrado, o Governo do Distrito Federal (GDF), em parceria com instituições federais, traçou uma série de estratégias, como capacitação e blitz educativa.

O aceiro — técnica utilizada com fogo — foi mais uma ação preventiva contra incêndios florestais e ocorreu na manhã desta segunda-feira (10), na Área de Preservação Ambiental (APA) Gama Cabeça de Veado, na faixa de domínio da DF-001. A medida integra o Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (PPCIF), coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente e Proteção Animal (Sema).

“O aceiro é uma técnica utilizada por pessoas treinadas para retirar o material combustível na área que está em divisa com rodovia. Isso é feito por meio do uso do fogo”, explicou o gerente de preservação do Jardim Botânico de Brasília (JBB), Diego Miranda. Ao todo, 30 km de borda na faixa de domínio da DF-001 serão submetidos ao fogo controlado, com conclusão prevista para esta quarta-feira (12).

“Esse trabalho é importante para prevenir incêndios que venham atingir as unidades de conservação durante período de estiagem. É um trabalho integrado com outras instituições”, pontuou o chefe de brigada e instrutor do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), André dos Santos.

A coordenadora técnica do PPCIF, Carolina Schubart, destaca a importância do aceiro como técnica preventiva: “A função é retirar o mato seco, que atua como material combustível, reduzindo a possibilidade de o fogo pegar ou se alastrar para dentro das unidades de conservação”.

O aceiro na APA Gama Cabeça de Veado contou com a participação de uma equipe do JBB especializada em resgate de fauna silvestre. “Nós utilizamos a técnica de queima paralela. Isso significa que não circundamos a área inteira, o que permite que o animal tenha uma rota de fuga. Ele consegue se deslocar e sair da área onde estão as chamas”, detalhou Diego.

De acordo com o diretor de biodiversidade do JBB, Estevão Souza, a equipe de fauna da instituição está de prontidão para atender animais silvestres eventualmente machucados com as chamas.

“Todos os animais que a gente encontrar durante o aceiro que possam estar com algum ferimento serão resgatados e, se possível, soltos. Caso precisem de atendimento, temos uma veterinária para fazer os primeiros socorros e depois o animal é encaminhado para algum centro de tratamento.”

Thaís Miranda, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

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