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Novas metodologias na educação

Estudantes entram na era do coaching para superar limites

Por Clarice Gulyas
Organizar o tempo de estudo e superar limites. Os maiores desafios dos estudantes na volta às aulas ganharam mais um aliado. Sucesso no mundo empresarial, o coaching, técnica de treinamento criada nos Estados Unidos, entra com tudo nas salas de aula e promete ajudar jovens a conciliar responsabilidade e lazer, principalmente na correria da recuperação e do vestibular.

Para o coach Homero Reis, que realiza palestra no próximo sábado (6) para alunos do Centro Educacional Leonardo da Vinci, o excesso de estudo não é o principal vilão que interfere no desempenho escolar do aluno, mas a maneira como o jovem lida com as responsabilidades. O professor universitário afirma que a adaptação do estudante na sociedade moderna é tão importante quanto a interação da educação com as novas tendências de mercado.

“O coaching ajuda a descobrir competências e habilidades no sentido de cada um desenvolver suas próprias atividades. Ele permite e ensina como as pessoas podem sistematizar e desenvolver técnicas próprias a partir da interação do coach com o cliente. O processo de aprendizado é tão distinto como as próprias pessoas. Não existe uma maneira ideal de estudar, assim como não existem pessoas ideais”, diz.

Segundo a psicóloga Ellen Dejanni, a rotina excessiva de estudo pode provocar o desgaste físico e mental do aluno. Nos casos mais graves, doenças como a depressão pode ser manifestada em forma de irritação, choro excessivo, perda de interesse nas atividades, tristeza, distração e falta de concentração. “É importante que o aluno procure realizar atividades prazerosas e saudáveis pelas quais tenha interesse. Deve existir motivação e uma programação dessas atividades, sem o acúmulo de várias ações ao mesmo tempo”, explica.

A orientadora educacional, Sandra Couto, ressalta que para o aluno descobrir a forma mais eficiente de estudar é preciso desenvolver primeiro o hábito do estudo. “A partir daí, ele aprende a distribuir as atividades, inclusive, as pessoais. Essa programação é importante para que ele possa traçar metas e prioridades de forma que ele alcance objetivos e se sinta motivado porque com os objetivos atingidos ele passa a estudar com prazer”, diz.

De acordo com Sandra, atitudes como revisar o conteúdo diariamente e priorizar o estudo de temas de maior dificuldade ajudam o aluno a melhorar o rendimento escolar. A educadora também destaca que pausas de pelo menos 15 minutos a cada duas horas são importantes para que o aluno descanse, se alimente ou se distraia com o que gosta. Além disso, as redes sociais devem ser totalmente desconectadas para evitar a interrupção dos estudos.

“Hoje em dia tudo o que é trabalhado ou estudado está na internet, mas o aluno deve se desconectar das redes sociais e cumprir o objetivo com disciplina. Mesmo que eles não estejam acessando nada, eles podem ser interrompidos quando algum contato se comunicar pelo MSN ou pelo Skype, por exemplo”, diz.
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Motivação e liderança
A preocupação com a organização dos estudos é cada vez mais comum com o surgimento das novas tecnologias e constante transformação cultural. Para manter a motivação e a autoestima de crianças e adolescentes, o coach também contribui com técnicas de relacionamento interpessoal que podem ajudar o aluno a superar expectativas e conquistar lideranças. De acordo com Homero, pessoas com maior nível de aprendizagem tendem a reparar melhor as demandas e a se destacarem por isso.

No terceiro ano do Ensino Médio, Ítalo Santos Martins, 17 anos, está confiante para o vestibular. Líder de turma desde o 6º ano do Ensino Fundamental, ele conta que o segredo para encarar novos desafios é fazer aquilo que mais gosta. “Não tenho uma rotina frequente de estudo, mas sempre me esforço para estar acima da média. Quando você gosta de determinada coisa, você aprende a se organizar e acho que isso existe em tudo na vida. Desde pequeno gostei muito de construção e arquitetura e no Ensino Médio acabei gostando mais de química e matemática e acho que juntei tudo e tive interesse pela engenharia”, conta.

Para o vestibulando, a responsabilidade de manter o bom relacionamento entre professores e colegas de classe também contribui para motivar os estudos. “Sempre tem aqueles que têm mais desenvoltura e aqueles que têm mais dificuldade. O líder deve incentivar os que têm mais dificuldade e continuar apoiando os que têm facilidade nos estudos. Também tenho o papel de falar com os alunos que têm problema em casa e fazer uma ponte com a coordenação”, diz.
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