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Projeto Soletrando no Campo encerra sexta edição com premiação de vencedores 

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Competição destacou a importância da colaboração entre família e escola na aprendizagem dos estudantes

Soraia Cantanhede, Ascom/SEEDF

 

 

Em um espetáculo de conhecimento e dedicação dos estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal, a sexta edição do Projeto Soletrando no Campo, da Coordenação Regional de Ensino (CRE) de Brazlândia, se encerrou nesta quinta-feira (4/7). A grande final da competição ocorreu no auditório da Escola Técnica de Brazlândia, reunindo professores das escolas finalistas, orgulhosos pais e mães, além dos próprios alunos finalistas, que presenciaram momentos emocionantes.

 

Os grandes vencedores desta edição foram anunciados com muito entusiasmo e, além do prestígio e do reconhecimento pela habilidade ortográfica e de soletração, os vencedores receberam prêmios em dinheiro como um incentivo ao futuro educacional. A Escola Classe Polo Agrícola da Torre se destacou e garantiu duas estudantes no pódio: Sabrina Vitória Sousa Silva conquistou o terceiro lugar e recebeu R$ 200, enquanto Vitória Farias da Silva subiu no lugar mais alto e ganhou o prêmio de R$ 500.

 

Em segundo lugar, ficou o estudante Enzo, da Escola Classe Incra 06, que recebeu R$ 300. O evento não apenas destacou a importância de aprender de maneira divertida e colaborativa, mas também ressaltou como o esforço conjunto entre escolas, famílias e comunidade pode resultar em um aprendizado de qualidade para as crianças do campo.

 

Para a coordenadora regional de ensino de Brazlândia, Neuseli Rodrigues, o Projeto Soletrando é uma competição lúdica com um significado muito forte para as crianças. “O projeto mostra um trabalho muito sério feito pelas escolas de Brazlândia. Além da aprendizagem, o projeto ensina a resiliência, a capacidade de lidar com situações como essa, de estar sob foco e pressão. Tudo isso é feito de forma lúdica”, concluiu.

Disputa acirrada

 

A competição foi marcada por níveis de dificuldade: fácil, médio, difícil e muito difícil. Na primeira rodada, o nervosismo e a tensão apareciam com alguma frequência, então por descuido, as crianças trocavam uma letra aqui e acolá. À medida que a competição ia avançando em dificuldade, alguns alunos começaram a ganhar destaque, pela excelente dicção, clareza na pronúncia e domínio ortográfico, levando a torcida ao delírio.

 

Na última rodada, a mais difícil, os jurados já não tinham mais palavras na caixa que guardavam, pois nenhuma criança sequer titubeava na soletração, acertando todas. Dessa forma, a comissão elaborou uma seleção de palavras à parte, o que demonstrou o nível de qualidade e domínio dos finalistas. Palavras como plebiscito, voçoroca, bicarbonato, exceção, foram algumas presentes na última rodada.

Vitória

 

O primeiro lugar do Projeto Soletrando no Campo de 2024 ficou com a pequena Vitória Farias da Silva, 10 anos, aluna da Escola Classe Polo Agrícola da Torre, que em seu último desafiou teve que soletrar a palavra “cabeçorra”. Ela respirou fundo, concentrou e num tom firme, calmo e confiante soletrou corretamente a palavra. “Eu estudei muito com a minha família, treinava todos os dias. Eu fiz por merecer. Então eu acho que todo meu esforço valeu a pena”, declarou a estudante.

 

A mãe da campeã, dona Silvani, relembrou que na edição do ano passado, a filha ficou em quarto lugar, e que nesta edição queria muito ficar em primeiro. “Essa competição mexeu muito com ela (Vitória), e a escola chama a gente também para fazer junto, aprender. Essa parceria escola/família é muito importante para nossos filhos. Hoje aqui eu sou só orgulho e gratidão pela minha filha ter professores tão bons”, declarou emocionada.

 

 

O projeto Soletrando no Campo foi idealizado em 2017, pela professora Valéria Rosa, da CRE de Brazlândia, e tinha como objetivo proporcionar aos estudantes uma oportunidade de desenvolver habilidades de pensamento fonológico e mentalização da palavra antes de escrever.

 

“Eu idealizei o Soletrando no Campo com o objetivo de auxiliar a alfabetização das crianças, inclusive aqueles que possuem maiores dificuldades. Então, ver essas crianças que já passaram por tantos obstáculos apresentarem as palavras de forma tão segura agora é muito gratificante”, pontuou Valéria.

 

Veja quem foram os finalistas da competição e os vencedores:

Escola Classe Almécegas → Luiz e Carlos
Escola Classe Bucanhão  → Vinícius e Júlia
Escola Classe Polo Agrícola da Torre  → Sabrina e Vitória (3° e 1° lugar)
Centro Educacional Irmã Maria Regina  → Marcos e Pedro
Escola Classe Incra 06  → Josilene e Enzo (2° lugar)
Escola Classe 01 do Incra 08  → Lukan e Davi

 

 

Fonte: Secretaria de Estado de Educação do DF

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