O benefício é exclusivo do estudante matriculado na rede pública e só pode ser utilizado nas lojas credenciadas
Por Ícaro Henrique, Ascom/SEEDF
O ano de 2026 começou com novidades para a educação pública do Distrito Federal, que segue investindo na comunidade educacional. Uma das novas iniciativas é o Cartão Uniforme Escolar. O benefício, idealizado pela Secretaria de Estado de Educação do DF (SEEDF), tem feito a diferença na rotina das famílias e de pequenos empreendedores da capital. Enquanto estudantes conseguem adquirir o uniforme com mais facilidade, confecções e malharias locais registram aumento na procura, fortalecendo negócios familiares em diferentes regiões administrativas.
A auxiliar de serviços gerais Andreane Azevedo de Sousa é mãe da estudante Maria Laura de Souza Silva, de cinco anos, aluna do segundo período da Escola Classe (EC) 318 de Samambaia. Ao utilizar o Cartão Uniforme Escolar, Andreane destacou a importância do benefício, especialmente pela facilidade de escolher o tamanho exato das peças, sem burocracia.
“É muito bom receber esse auxílio, porque agora ficou bem mais fácil. No ano passado, a gente precisava ir à costureira para ajustar o uniforme, porque nem sempre vinha no tamanho certo. Hoje, posso ir direto à malharia e pegar o tamanho ideal para minha filha, sem prejuízo para nós e sem que a criança deixe de usar o uniforme”, contou Andreane.

CUIDADO NO USO DO BENEFÍCIO
O Cartão Uniforme Escolar é um apoio importante para as famílias e deve ser usado com atenção. O benefício é exclusivo do estudante matriculado na rede pública e só pode ser utilizado em lojas credenciadas pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes). Não é permitido emprestar, vender ou trocar o cartão. Em caso de dúvida, pais e responsáveis podem procurar a escola ou os canais oficiais da Secretaria de Educação. Cuidar do cartão é garantir que ele continue ajudando quem realmente precisa.
“O cartão é do estudante e não pode ser emprestado ou repassado. A venda do benefício é proibida e pode levar ao bloqueio do cartão. Em caso de dúvida, procure a escola ou os canais oficiais da Secretaria de Educação”, alertou a subsecretária de Apoio às Políticas Educacionais da SEEDF, Fernanda Mateus.
INICIATIVA ATRAI INVESTIMENTOS PARA O DF

A fabricação, compra e venda de uniformes escolares movimentam o comércio local e geram novas oportunidades, atraindo empreendedores de cidades vizinhas. O supervisor de vendas Pedro Teodoro da Silva Neto, de 22 anos, veio de Goiânia para o Distrito Federal junto com a família após a criação do benefício, com o objetivo de ampliar os negócios no setor de uniformes. A família está abrindo novas unidades da malharia, com lojas em regiões como Samambaia, Ceilândia, Planaltina e Gama, apostando na qualidade dos produtos e no bom atendimento às famílias.
“Viemos para o Distrito Federal para oferecer conforto e qualidade dos nossos produtos e do atendimento. Nossa família já trabalha há mais de 30 anos com confecção de bandeiras e uniformes escolares, e a ideia é atender bem todos os pais e crianças. Hoje temos duas lojas abertas e, em breve, vamos chegar a quatro unidades, com todos os tamanhos disponíveis e estoque suficiente para atender à demanda”, explicou Pedro.
COSTURA QUE VIROU RENDA
Já a recém-empreendedora no ramo de confecção de uniformes, Tatiane dos Santos Coelho, produz peças personalizadas em um ateliê simples, montado no quintal da casa onde mora, em Ponte Alta Norte, no Gama. Atualmente, a produção já soma centenas de peças em fase final, com kits personalizados sendo confeccionados para atender à demanda das famílias. A divulgação do trabalho é feita principalmente pelas redes sociais, por meio do perfil no Instagram @guiapraticopontealta, onde os pais entram em contato para reservar os uniformes.
“A demanda foi muito maior do que a gente imaginava. Hoje já temos mais de cem kits personalizados em finalização e seguimos produzindo para atender todos os pedidos. A confecção começou em casa e, com o crescimento, montamos esse espaço com o apoio da minha família. Meu esposo, Hilton Sérgio, me ajuda principalmente na parte de corte e personalização, enquanto a costura fica comigo e com as meninas. É realmente um trabalho em família”, destacou Tatiane.
A comerciante acredita que o novo empreendimento pode mudar a vida da família. “Antes, eu trabalhava como gerente de restaurante, mas empreender tem sido muito melhor, porque estou cuidando do que é meu. Acreditamos que esse negócio vai mudar as nossas vidas”, concluiu.







